terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Galeria dos Mártires - Frei Carlos Ramiro Morales Lopes

Frei CARLOS RAMIRO MORALES LOPEZ - O.P
Mártir entre os Lavradores da Guatemala
GUATEMALA * 20/01/1982

Carlos Ramiro Morales Lopes, primeiro sacerdote dominicano guatemalteco desde a expulsão da Ordem no século XIX.

Assassinado com vários tiros disparados de um carro, numa rua da Guatemala.

Em toda sua vida – desde o tempo de universitário até seu martírio, aos 35 anos – Carlos teve uma única obsessão: a libertação integral de seu povo.

Fez o noviciado e cursou filosofia no México, e teologia, na Costa rica. Aí, e no Panamá, trabalhou entre os indígenas e camponeses.

Em 1977 foi ordenado sacerdote, em meio ao seu povo de Salama, em Baja Varapaz. “Minha tribo que se achava na Guatemala veio toda... Um de meus irmãos até chorou e eu fiquei muito emocionado”, escreveu sobre aquele dia.

Aí trabalhou, integrado na pastoral de sua diocese. Organizou o primeiro seminário dominicano entre os camponeses indígenas, que alternavam trabalho e estudo. Assim, Carlos foi plasmando os dois ideais de sua vida religiosa: o serviço aos camponeses e a inserção de sua Ordem na realidade centro-americana, na linha de Las Casas.

Mas a repressão foi crescendo, especialmente contra os indígenas. “Trabalhar religiosamente na Guatemala hoje em dia é muito perigoso... com todo esse temor de um golpe certeiro e mortal que sempre se deve ter em conta”, escreveu Carlos.

Ameaçado de morte, repetidamente, aconselharam-no a mudar-se para a capital, já que considerava uma covardia afastar-se do país. 

“sua sensibilidade cristão diante da injustiça que sofriam os mais deserdados de seu povo, levou-o a trabalhar por ele, num autentico compromisso evangélico, desde antes de sua ordenação sacerdotal até o próprio dia em que os assassinos decidiram ceifar aquela vida cheia de esperança e de desejo de um mundo fraternal para seu povo guatemalteco”, nas palavras do superior de sua Ordem na América Central.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir do livro: Sangue Pelo Povo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário