sábado, 27 de fevereiro de 2016

Galeria dos Mártires - Irmã Teresita Ramírez

Ir. TERESITA RAMÍREZ
Mártir do Evangelho
COLÔMBIA * 28/02/1989

Teresita Ramirez, 41 anos, religiosa da Companhia de Maria, foi assassinada com 8 tiros na frente de seus alunos do Liceo em Cristales, próximo de Antioquia.

De origem camponesa, decide ser religiosa aos 17 anos. Sua formação intelectual e religiosa culmina em Medellín. Fiel à sua origem pobre camponesa opta sempre a trabalhar com marginalizados. Em Barranquilla permanece por 9 anos em El Bosque, um bairro onde ela motivou as Comunidades Eclesiais de Base e onde recebeu o apelido de “Irmã Chévere”. Sinônimo de carinho, confiança, dedicação, alegria, simplicidade, que em Teresita brotam por sua profunda fé e confiança no sentido libertador do Evangelho.

Em 1987 mudou-se para o Cristales, onde tinha sido pároco o Pe. Jaime Restrepo, que foi morto em 1988, perto de lá. O martírio do Pe. Restrepo se entrecruza com o de Teresita.

Jaime deixa o campo semeado, que frutificou em uma profunda consciência e organização dos camponeses. As religiosas que se faziam presente em Cristales desde 1975, apoiaram e continuaram o trabalho de Restrepo; nas casas, no Liceu, nas ruas onde diariamente os camponeses iam e voltavam do trabalho.

A jornada de Teresita começava às cinco horas da manhã e termina às onze da noite.

Em maio de 1988 se realizou uma Marcha Campesina. Suas reivindicações são de justiça elementar: água, luz, educação, escolha do pároco. Os sacerdotes e religiosos da área decidiram aderir a Marcha. Teresita e outros religiosos e religiosas colaborem em tudo. Quando chegam a Puerto Berrio, a Marcha foi reprimida pelo exército. Um oficial identifica Teresita por nome e atividade em Cristales. Outros tirar fotos. Em varias ruas estão os militares.

Brutalmente se maltratam os camponeses e Diante de muitas pessoas, mataram Teresita.

Uma inscrição aparece nas paredes da cidade: “Cristales estará de luto”. Esta frase se cumpriu na vida/mártirio de Teresita.

Antes de concelebrar a Eucaristia de despedida, os sacerdotes beijam seu caixão, como se beijam no altar as relíquias dos mártires.

A alegria e o compromisso dela faz com que o povo continuasse a resistir e lutar.

Texto elaborado por Tonny da Irmandade dos Mártires da Caminhada, 
a partir de pesquisa na Internet.

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