segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Galeria dos Mártires - Jesus Alberto Páez Vargas

JESUS ALBERTO PÁEZ VARGAS
Sequestrado e desaparecido
PERU * 10/08/1977

Jesus Alberto Páez, nasceu em 05 de dezembro de 1947 em El Agustino - Lima, filho de Jesus e Edulia Vargas Páez; desde tenra idade se viu obrigado a trabalhar como entregador de jornal, e várias outras atividades que lhe permitia ganhar algum dinheiro para ajudar a sustentar a casa e os estudos.

Aluno de destaque terminou os estudos técnico secundário, interessando-se em mecânica. Ele também se destacou como um líder estudantil e num quadro de avisos da seção, sempre continha escritos de sua inspiração.

Completou o ensino secundário para trabalhar como operário entra na fábrica têxtil Bellota, em seguida, como trabalhador na construção civil; em 1970, na Fábrica Têxtil Nuevo Mundo, trabalhando como mecânico de manutenção, entrou no sindicato e se destacou como um ativista, também na PJ Gambeta Baja e no Comitê de Coordenação e Unificação Sindical  Clasista, CCUSC.

Jesus Alberto, homem humilde, filho do povo e exemplar militante comunista, foi sequestrado e desaparecido há 38 anos, nos tempos da ditadura militar, em 10 de agosto de 1977, vinte dias após a contundente greve nacional 19 de julho.

Casada com Eulalia Escalante, com quem teve quatro filhos: Jose Enrique, Irma Cecilia, Graciela Lupe e Jesus Alberto, nascidas no ano do seu sequestro e desaparecimento.

Jacinto Irala disse: "Jesus Alberto Páez (Mauritius) se destacou em atividades públicas e estava sempre focado nos principais problemas a ser resolvido, quando se dirigia as bases. Ele era um camarada que irradiava autoridade e respeito. Por suas responsabilidades de trabalho pessoais, profissionais, política ele não perdeu tempo, era digno de respeito a forma como organizava sua agenda, ganhando um espaço cada vez maior, sem recorrer a questões secundárias".

As lutas dos comunistas é sempre marcada pela entrega e sacrifício consciente, lutas que buscam incansavelmente o bem-estar, igualdade e amor pela humanidade. Nesta trajetória, teremos militantes comunistas que à custa de sua própria felicidade e comodidade pessoal e familiar se entregaram totalmente pelas causas que acreditaram, compromisso este que custou a própria vida. Deles podemos e devemos dizer que são Mártires do Povo.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

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