domingo, 16 de agosto de 2015

Galeria dos Mártires - Irmão Roger de Taizé

Ir. ROGER SCHUTZ
Mártir do Ecumenismo
FRANÇA * 16/08/2005

Memória de 10 anos de seu Martírio.

Roger Schutz, religioso Fundador da Comunidade Ecumênica de Taizé nasceu em 12 de maio de 1915 em Jura (Suíça). Filho de um pastor protestante. Muito pequeno, foi morar com sua avó, de confissão evangélica e atormentado pela Primeira Guerra Mundial. 

Recém ordenado pastor, fez uma viagem de moto para a França de 1940 pensando em como ajudar as vítimas da guerra. Uma noite, ele chegou a uma aldeia em Borgoña ao lado da linha que divide a França de Vichy ocupada por Hitler.  A aldeia se chamava Taizé.

Ali fundou uma comunidade aberta aos membros de todas as Igrejas Cristãs. Ele nunca fez distinção entre os jovens de diferentes religiões. Luteranos, calvinistas, evangélicos, ortodoxos ou católicos se reuniam com ele.

Roger foi morar com sua irmã em uma casa abandonada até que a guerra foi chegando aos judeus, refugiados políticos e desertores nazistas. Todos eram bem-vindos naquela casa em ruínas e sem água corrente, independente do seu credo ou nacionalidade.

Ele costumava ir a um bosque para orar para os refugiados judeus e agnósticos. Nos anos 50, Roger começou a enviar irmãos da comunidade para viver em áreas particularmente afetadas pela pobreza e violência, a fim de estar ao lado das pessoas que sofrem e ser testemunhas da paz. 

Taizé acolhe todos os anos milhares de pessoas de todas as religiões que procuram uma experiência mística e uma espiritualidade sem fronteiras. Quando perguntado sobre as origens de Taizé, Roger sempre se lembrava de sua avó, uma mulher protestante que nos dias mais sombrios da Primeira Guerra Mundial, ia todas as noites rezar em uma Igreja Católica como um símbolo da unidade em uma Europa dividida pela guerra. 

Conhecido como Irmão Roger de Taizé, morreu aos 90 em 16 de Agosto de 2005, esfaqueado durante a celebração do ofício onde se encontravam mais de 2.500 jovens de vários lugares e países. A mulher que matou, um romeno chamado Luminita, tentou em vão conseguir uma entrevista com ele por meses, deu três facadas no pescoço e o religioso morreu poucos minutos depois.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

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