terça-feira, 2 de agosto de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Carlos Pérez Alonso

Pe. CARLOS PÉREZ ALONSO
Mártir da Misericórdia
GUATEMALA * 02/08/1981

Carlos Pérez Alonso, sacerdote jesuíta espanhol, com muitos anos de trabalho pastoral na Guatemala. Apóstolo dos enfermos, dos presos, dos soldados e estudantes e mártir da misericórdia e da justiça. Sequestrado e desaparecido.

Carlos, apesar de sua pouca saúde, foi um incansável capelão de hospitais, cárceres, colégios e movimentos seculares. E em todos esses lugares foi extremamente querido, consultado, ouvido.

Em Carlos, “a misericórdia se fez carne”, como disse um companheiro seu, sacerdote. “E por que precisamente ele ‘desaparecido’...?” pergunta o mesmo sacerdote. E responde: “Primeiro, porque esse gênero de sofrimento é uma graça extraordinária e para recebê-lo é preciso estar preparado”. “Segundo, porque a verdadeira misericórdia, a amizade e o serviço desinteressado, o desejo de liberdade e justiça, etc, são algo ‘subversivo’, que deve ser eliminado. A partir daí começamos a compreender o porquê..”.

O que causou seu desaparecimento, segundo testemunhas, foi que ele estava como capelão visitando seu colega jesuíta, Luis Pellecer, que estava sendo submetido a um longo processo de lavagem cerebral, para que depois dissesse publicamente em entrevistas à televisão, jornais internacionais, etc., acusando a Igreja, seus colegas sacerdotes como subversivos.

Luis, era um sacerdote muito comprometido na linha da justiça e muito profético. Por seu compromisso e as causas que assumiu em defesa da vida, foi sequestrado pelos militares que o quisera colocar contra o povo pobre e a Igreja.

Pe. Carlos que o viu a situação em que se encontrava seu colega Luis e pretendendo ajuda-lo, não teve tempo de fazer a denuncia pública, ao reclamar aos mesmos militares, fizeram-no desaparecer. Foi sequestrado por dois desconhecidos no dia 02 de agosto de 1981 ao sair da Missa que foi rezar próximo ao Hospital Militar.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

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